quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Hoje eu fui o mesmo de ontem
Não um pouco de sim
E tanto ontem quanto pronto
Aprumo o ponto que sigo enfim
Sou pouco, sou muito, to tonto
Eu sou louco e eles são

A incompletude que há em mim
Não preencherá de repente
Somente quem sente
Ardência no eito
Dia após dia
Provará o efeito
Do próprio fim
Somos assim.

Do vazio fazemos infinito
Do vácuo fazemos universo
E sustentamos tudo ao inverso,
Cheio de razão, te digo:
Em nome do pai
Acredite - me.

Que aos poucos vamos nos matando
E com isso aos outros também
É tanto sangue no pântano jorrando
Que só nos cabe pedir amém
E Divinizar o nosso demônio
cotidianamém
Que ao devir
Pelos que vieram
Apelo

Sejamos além!

E não bastemos no que nos dão
Não nos subestimem!
Não acataremos o jazigo
Como meio de vida
A nulidade como única saída
Não me diga por onde ir!
Que tanto me prendes? inda posso sorrir!
Enquanto me apresentam lição
Eu permaneço em revolução
E dir-te-ei o que faremos, daqui para frente:

Enlouquererseremos!

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