terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ris-te de mim


Como um copo pela metade de felicidade
Sigo em riste com meu falso sorriso
da normalidade psicótica: a docilidade
segue reto o teu compromisso, eu friso

De seres tão normal nesta tensa loucura,
Fazer de si mesmo, a grande procura
E nunca achar, pois que não existe
A não ser na sua mente lobotizada
Psicopatamente normatizada.

Ali és santo
De si mesmo: um antro
Pofágico
Trágico fim

Este que morremos nascituro
E vamos vivemos esta aborto noturno
dia-após-dia
Onde somos o que pensamos ser
apenas em nossa mente
Somos ira da mente
Filhos da mentira
A negação de si mesmo
Sois tu, mas és a esmo

Em verdade somos o outro,
Somos o todo, e não meio termo
Somos a rosa, o espinho e o broto
Somos florestas e não lugares ermos
Somos carinho e não o agressivo soco
Somos saúde e não seres enfermos
Somos o gênio, somos o louco

Condicionados a sermos porção
Ensaiando a sorte em pequenos  acertos. 
Acertando a morte em pequenos erros. 

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