quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Amor a dia





Meu amor é feito de espinhos,
É como asa sem passarinho
Como avião que não pode voar
Parece chão doído de pisar

O meu amor é virulento
Sou um machista feminista que não me aguento
É pura poesia do tormento
Ou a arte do posterior  lamento

O meu amor não é só ciúmes,
É ciúmes e imaturidade
Vingança e veleidade
É mentira se tornando verdade

Sou um doente sadio
Ou um sado doentio
A sanidade por um fio
Amor de pai, que nunca teve filho

Este amor muito me intriga
Gosto de curry com briga
Que precisa perder pra ver que ganhava
que precisa acordar enquanto bem sonhava

Mas ele também é legítimo e intenso
Pode ser leve ou pode ser tenso
Mas com muito fogo é o meu amor:
Não sei ser frio, enquanto sinto calor


E desculpe o meu exagero
Daquele que não sabe amar sem freio
E, assim, com força atropela
E questiono se meu amor é legítimo meio
(ou se tá mais pra novela)
todavia, algo se me revela
em plena lua cheia do Rio de Janeiro
(Já viram como ela está bela?)

Eu não sei te amar, se não for por inteiro.