segunda-feira, 11 de junho de 2012

Não somos irmãos

 

Ao Dromedário que se diz irmão

 

Cal na alma calma

Inquisidora da alma inquieta

Soletra teu sono, nós não somos

Tão pouco tampa o vazio.

 

Disso merecemos menos

Somos sendo, sem dó

Afirmamos e amamos, tão só

 

Larga a minha mão, viu

Sou frágil e senil

Não mereço o teu carinho

Não sou sutil, não sou sutil

 

E do meu amor eu faço um ninho

E no meu egoísmo , eu sonho

Faço do amor besta, música

E com tua inveja, eu proponho

Que seja bastante feliz

Em nossos desejos de meretriz

esta será tua grande conquista

na ode do teu amor individualista

descartável e de imediatez

há um limite no teu sentir burguês.