segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Ode ao amor!

Meu coração uma vez me disse, e parecia que profetizava: 
Ama profundamente, que o mundo se tornará menos doente 
Irracionalmente sábio, desistiria se me visse, pois 
Amei com dor, fui não correspondido, tive amor demente, amor perdido, mas
Resisti na busca por amar, e nisto errei muito, pois nunca tinha ouvido falar, que 
Amar não faz o menor sentido, nem deve fazer, só se basta em bem-querer. 

Leviano seria meu coração caso
Eu não tivesse encontrado você, e 
Hoje posso ter a felicidade de aprender a largos passos 
Enquanto miro a sorte de ter tua beleza (por mim contemplada), 
Reencontrando na vida um grande motivo: ter a ti como mulher amada.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

15 de outubro de 2013

 

 

Hoje tenho as ruas que pulsam em minhas veias
Saí de mim e das suas, rompi as minhas teias
Hoje estive na tua ,na rua, na lua, na luta.
E tua névoa, entre gás lacrimogêneo
Apimentou minha alma, atiçou meu gênio.

 

Solo no asfalto e brado no peito
Percorremos a luta na rua, seu primaz eito.
Máscaras sobre o rosto, embora alma despida
Lampejos de bomba desatam nossa corrida
eu tento, eu enfrento, sigo em frente, num vai-e-vem
Sou eu e você, somos outros, somos todos e somos ninguem.


assim nos querem, pouco, torto, morto também
e tanto nos impelem, invés de mestres, máquinas!
Não sois humanos, são pobres, e podres.
E lampejam as bombas, os sonhos, os ardores,
Laureamento governamental no dia dos professores!


E nesta bamba linha tênue, os "diretores" tremem,
Pois mesmo que com tudo isso, e repetida as esquetes,
Ganharam vida e consciência: a rebeldia das “marionetes”!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Sobre o "quebra-quebra"


Embora não seja o ponto mais central do embate ideológico que ora se manifesta, penso ser momento oportuno para disputarmos uma ideia importante, a de que a tática que utiliza "a violência" para criticar o Estado é um erro do movimento social. Esta ideia, propugnada pela grande mídia para deslegitimar o movimento, esquece-se que quem detém o monopólio da violência é o Estado e que este serve, como fim último e deveras mediado, como instrumento de dominação de uma classe social sobre outras classes e frações. Daí que quem é violenta por natureza é a Policia, em especial a policia brasileira, que ao longo da nossa República viveu sob longos anos em regimes declaradamente autoritários e é douta em técnicas de torturas variadas. Aos movimentos sociais cabem sim o direito à defesa, em especial a direitos fundamentais, celebrados incluso pela grande burguesia, como o direito de ir e vir, o direito de expressão e, mesmo, o direito à vida.
Outro ponto a tratar é o fato de que o "Patrimônio Pùblico" depredado, é nada mais, do que alvos selecionados que representam a lógica atroz do Estado voltado a reprodução do capital financeiro na sua forma mais agressiva. A esculhambação de Bancos, lixeiras, ALERJ, Mc donald´s, ônibus, metrô quer expressar- de forma ríspida- a negação de práticas onde os interesses públicos são confundidos com o interesse dos poderosos. No Rio de Janeiro, em especial, o capital financeiro sorri e tem na dupla Eduardo Paes/Cabral excelentes artífices da execução dos interesses dos diversos segmentos do capitalismo, característica singular dos beneficiários é serem eles, todos, grandes monopólios. Ou seja, o imposto pago pelo trabalhador tem sido escancaradamente utilizado para engordar a conta de Deltas, Odebretch, Eike´s e afins, através de obras, reformas, isenções, contratos, etc. Esta sim, verdadeira depredação do patrimônio publico, sem aspas.
Para não me alongar já me alongando. A prática do "quebra-quebra" sempre foi largamente utilizada na história do povo carioca, a Revolta da Vacina (1904), a Revolta das Barcas (1959), as diversas revoltas contra os ônibus são claras evidências disso e, portanto, entendido como ato reativo na prática política, tem sim a sua validade. Não sou eu quem digo, mas sim a história. A questão do uso da violência pelos movimentos dissidentes não pode ser uma discussão a priori, senão não poderíamos ter assistido nenhuma das grandes revoluções axiais à nossa civilização. Contudo, querem-nos fazer esquecer esta dimensão.
Afinal, no mundo dos Monopólios, não podemos esquecer do monopólio da imprensa, que chama de "liberdade de imprensa" o direito de expressar a "visão de mundo" afinada aos interesses deles mesmo, os Monopólios, nada mais óbvio. Daí que estas ações, ao menos, conseguem romper - positivamente ou negativamente - o silêncio imposto. O debate está posto, esta foi a primeira e grande vitória, agora é crescer, pois que os argumentos são óbvios e óbvia é a fratura imposta em nossa cidade, estado e país.
Sem luta, sem cura.

 

Bonda virado – Revolta da Vacina (1904)

 

A revolta das barcas (1959)

Revolta contra o aumento dos ônibus 1987

Sem título

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Atentado ao pudor: o contracheque do professor

Da grande vantagem de se ganhar mal (ou das verdades que a pequena burguesia tem mais medo):

(1) a primeira grande e incontestavel vantagem de se ganhar mal é o fato de que, no mês de abril, vc não precisa pagar o imposto de renda e se lembrar - de forma violenta - o quanto você é roubado pelo Estado.
(2) a segunda grande vantagem é que, quando você falta ao trabalho, você não perde quase nada; é quase um brinde ou feriado;
(3) você ganha tão mal que qualquer troco a mais errado é praticamente um novo 13º;
(4) você pode olhar com cara de gozo para os seus amigos que ganham bem e pensar, soberbo: "traidores da causa".
(5) Na hora de pagar a conta, a família te trata como café-com-leite e você acaba não desenbolsando muito, graças ao “ratata” da solidariedade.
(6) "viver com dívidas é viver com liberdade" é teu lema.
(7) qualquer aumento que te derem é significativo embora, na real, não seja nada ...
(8) Pra quê ganhar bem quando se pode comprar em Madureira?
(9) De tão determinado na pobreza, montado na miséria, o pessoal já te considera o "sem lenço, sem documento" dos tempos modernos e, por conta disso, nutre certa admiração por vc ...
(10) descobre que ganhar mal não é problema, problema é o carnê não ser aceito na "Ricardo Eletro", afinal, pra que serve a fortuna de Bill Gates se já inventaram o crediário?
o resto é luxúria!

Convite Público- Defesa de Mestrado

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quarta-feira, 13 de março de 2013

O papo do papa.


Foto: Bruno Gomes.
O papa é argentino, disse ao sopé do ouvido de tupã, a triste Jaci. Tupã, aboborado de raiva, fez-se céu e, em meio a lágrimas que caiam como chuva, buscou aconchego em Pacha Mama. Estava ela certa, pensou: 500 anos de um tempo que retorna ao ponto, corado a genocídio, catequese e sequestro de bebês, agora se completarão. Avistou de longe, Xangô que se encolhia, enquanto Ewá dançava uma dança de lamento, parecia dizer que não seria facilmente vencida. Fechou os olhos e, em instantes, a noite surgiu.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

sem ti, ser só.

Poesia de 15 anos atrás

 

Aprender com a dúvida

É rescrever a certeza

Sentir-se aflito, acirrar o conflito

Para agir com firmeza

 

Se o coração pede e a mente impede

O não intercede e castra a emoção

É aí que se mede o quanto se perde

De nos impedirmos de viver uma sensação

 

Viver, cada segundo tão intensamente

Abster-se da culpa

Desligar sua mente

Um motivo mais que convincente

Para ser-se na vida, assim de verdade.

 

Mas se só se satisfazes com aquilo que teima em não existir

Cabe a ti refazer tua realidade,

Não desistir e insistir

na responsabilidade de ser feliz

 

E se a lágrima te molha a confiança

Tente dançar tal e qual a criança

E se embeber da esperança

De quem a perder não tem mais nada

Pois não existe angústia pior

Do que sentir-se só

Mesmo estando acompanhada

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Obra em gado

Obrigado pelo sorriso no gol do adversário

Obrigado pelas vezes que reclamaste da minha roupa

Obrigado pelo tom com que gritaste comigo, em público

Obrigado pelo sarcasmo do elogio e pela censura do olhar

Ou quando me reprimiste quando infantilmente tentei me soltar

Obrigado por ter me abrigado, no teu sofá

Obrigado por, depois de tudo, não ter conhecido os meus sobrinhos

Nem ter frequentado a casa dos meus irmãos

Obrigado por não me ter apresentado à sua família

Obrigado por ninguém saber de verdade o que sou pra vc

Obrigado, mas muito obrigado, que toda vez que te fiz ou  pedi algo

Ou fingir que não, ou viu, ou logo tratou de esquecer.

Obrigado pela sua ausência quando quis tua companhia

E principalmente de ter me virado as costas na hora da agonia

Aprendi, muito, principalmente em acreditar que o amor é possível

Pois amei, tentei, mas não aguentei, mesmo a paixão tem um quê de risível

E agora torno visível, toda a minha gratidão

Só que não.

sem palavras

Palavras carentes de atitudes

são tal e qual saco vazio

voam tortas e logo somem

tão rápidas quanto iludem.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dadivisão

 

Vamos que estou indo

Para mais um ano

De novo passagem e rito

De infinitos planos

Para tempos finitos

de rua e de panos

fileiras e bandeiras!

 

Pra feios e bonitos momentos

Onde mormente direi: movimente-se

E reclamarei do seu parênteses

Se nele não houver ensinamentos

 

Que nos faça sair do confinamento

Desta individualidade bigbrotizada

Em cada passo um tormento

Pois que dói a consciência recobrada

 

Afinal, ela foi retirada da lancinante branquidão

Lá, jogada em meio as traças e às verdades fragmentadas,

Que fizeram da falsa incoerência seu chão

No lugar onde as mudanças minam

Quando homens e mulheres se indeterminam

 

Que indeterminação que nada!

Vamos que te chamo, pois que tenho percebido

Enquanto continuo andando

Aprendendo, ensinando e seguindo:

que a melhor forma de multiplicar

é buscar sempre estar dividindo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Se o meu.

 
Não, este sentimento não
Que traz o teu sorriso ardiloso
E tua falta de informação
E teu jeito tinhoso,
De no pecado fazer oração.
 
Mas esse sentir doloroso
Que nem me deixa dormir
Me fazes repetir, em tom panfletário,
Queria ver se fosse o contrário
 
Eu na chuva e você em casa,
A vida vista em duas cores
Enquanto o meu papo em brasa
Acalenta companhia de ex- amores
 
E tarda hora e noticia alguma
E meu torpor já não é mais discreto
Tento contato e a noite se apruma
Procuro acalmar o meu espirito inquieto
 
Que ano após ano, não perde os seus costumes
Em segura alma, não cabe num tanto de ciúmes.






















quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

My ara




Há tempos em que nos ensimesmamos
Há tempos em que sou menos
Mas neste tempo
menos nos amamos
Ou muito menos, ou menos anos
anual mente tanto que devo dizer
que o que me Importa é sempre me
 reler reler reler 
pois sou isso por fora
depois de muito tempo
depois de muito tento
tentei  e consegui
vislumbrei   a grande mulher
e segui
e ela me pôs a
ler-re, ler -re, ler-re
de um ponto a outro 
se aprumar
a ponto de me aprontar
pois estou pronto, agora!
aqui no meu lugar
não me importa!
já que pro que de resto  de mim sobrar
tendo do meu lado a ti, vambora!