Tantos prantos,
Tantas derrotas,
Quantas quedas
Muita história
E outra pedra
Tapando o nosso caminho
Ei de Lança-la na vidraça
De minha memória
E este pedaço de vida caído no chão, sou eu
Em tantas multidões, três vezes ao dia
Somos todos, na verdade, todos e sozinhos.
solitários e pouco solidários.
Vizinhos permaneceremos
Mesmo sem as paredes, pereceremos de ser.
Simplesmente por não sabermos mais como se faz
Proclamamos todo dia a guerra, dizendo defender a paz.
Fomos por outros caminhos que não nos levará ao essencial
Não leve a mal, este meu tom de doce amargura
É que palavra engasgada só se segura em seu canto
Se o pobre do papel não estiver em branco
Tantas frases que não pude proferir
Tantos provérbios que me esquivei de ouvir
Fiado na minha burra sabedoria
Das verdades mais óbvias, fazia escárnio e ria.
Pois tantas loucuras
Que esqueci de cometer
Tanta fartura
Que não soube dividir
Tenho mesmo o dom de me iludir
Aludir ao que não importa
E pras chances da vida, fechar a porta
Repetindo que é para não me ferir
Pois quem caminha por esta vida torta
Torto aprende a caminhar
E mesmo dando voltas na escuridão
Vive de tantas voltas dar.
Tontos ficamos de sermos
Exatamente aquilo que nos anula
Confundindo o supérfluo com princípios
Sempre se chega ao mesmo fim, ademais o início.
No entanto, mesmo neste caminho diletante
Sempre haverá algo em nós de militante
De sonhos, de pensamentos, de humano
Que nos despertará a qualquer momento ou num instante.
E descobriremos que a engrenagem pode não funcionar
quando aquela pecinha que a move resolver
Que quer ser humano e não mais peça, este papel bisonho
Invés de viver o seu círculo, viver o seu sonho.
E daí, teremos …
Outros prantos,
Outras derrotas,
Mais tantas quedas
E outras tantas histórias
E outra pedra
A lançar na memória.