Em homenagem aos moradores da favela do Metrô e aos lutadores!
Há vida em toda esta aridez
Há amor, no meio da insensatez,
Humanidade, nesta coisificação
Há verdade, em meio a tanta ilusão.
Escondido em cada um de nós, há o outro
Mesmo pouco, não estamos sós.
Mesmo na sua solidão,
Mesmo na sua solidão,
Na tristeza que nos fere
No choro contido das atrocidades em série
Na iluminada escuridão.
Há confiança
Pois em cada um de nós o conflito é diário
Entre o malandro e o otário
Entre a maldade e a temperança,
Se é a dor que me faz vivo
Dispenso os atalhos: que doa a esperança!
E em meio à tristeza generalizada e enrustida
De nervoso, eu gargalho.
Por defesa, sempre sorrio,
Sou gente, sou falho.
Em meio a tudo, onde ninguém importa
Escolhi ser o imperfeito-ingênuo-idiota.
Pois sei que há gente de carne e osso no meio do plástico
Atrás da fumaça e da bomba,
Por detrás da foto e no outro
Creia: há humanidade
Em meio aos garridos escombros retorcidos
que chamamos de civilidade
Eu vejo, ao fechar os olhos: há vida.
Ávida vida, agora conta-me
O teu $egredo capital:
Já que fora desvelada a sua falsidade,
Detrás de qual futilidade que escondeste
A vívida vida de
verdade?
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