É como asa sem
passarinho
Como avião que não
pode voar
Parece chão doído de
pisar
O meu amor é
virulento
Sou um machista
feminista que não me aguento
É pura poesia do
tormento
Ou a arte do
posterior lamento
O meu amor não é só ciúmes,
É ciúmes e
imaturidade
Vingança e veleidade
É mentira se tornando
verdade
Sou um doente sadio
Ou um sado doentio
A sanidade por um fio
Amor de pai, que
nunca teve filho
Este amor muito me
intriga
Gosto de curry com
briga
Que precisa perder
pra ver que ganhava
que precisa acordar
enquanto bem sonhava
Mas ele também é
legítimo e intenso
Pode ser leve ou pode
ser tenso
Mas com muito fogo é
o meu amor:
Não sei ser frio, enquanto
sinto calor
E desculpe o meu
exagero
Daquele que não sabe
amar sem freio
E, assim, com força
atropela
E questiono se meu
amor é legítimo meio
(ou se tá mais pra
novela)
todavia, algo se me
revela
em plena lua cheia do
Rio de Janeiro
(Já viram como ela
está bela?)
Eu não sei te amar,
se não for por inteiro.

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