Hoje tenho as ruas que pulsam em minhas veias
Saí de mim e das suas, rompi as minhas teias
Hoje estive na tua ,na rua, na lua, na luta.
E tua névoa, entre gás lacrimogêneo
Apimentou minha alma, atiçou meu gênio.
Solo no asfalto e brado no peito
Percorremos a luta na rua, seu primaz eito.
Máscaras sobre o rosto, embora alma despida
Lampejos de bomba desatam nossa corrida
eu tento, eu enfrento, sigo em frente, num vai-e-vem
Sou eu e você, somos outros, somos todos e somos ninguem.
assim nos querem, pouco, torto, morto também
e tanto nos impelem, invés de mestres, máquinas!
Não sois humanos, são pobres, e podres.
E lampejam as bombas, os sonhos, os ardores,
Laureamento governamental no dia dos professores!
E nesta bamba linha tênue, os "diretores" tremem,
Pois mesmo que com tudo isso, e repetida as esquetes,
Ganharam vida e consciência: a rebeldia das “marionetes”!
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