Ao Dromedário que se diz irmão
Cal na alma calma
Inquisidora da alma inquieta
Soletra teu sono, nós não somos
Tão pouco tampa o vazio.
Disso merecemos menos
Somos sendo, sem dó
Afirmamos e amamos, tão só
Larga a minha mão, viu
Sou frágil e senil
Não mereço o teu carinho
Não sou sutil, não sou sutil
E do meu amor eu faço um ninho
E no meu egoísmo , eu sonho
Faço do amor besta, música
E com tua inveja, eu proponho
Que seja bastante feliz
Em nossos desejos de meretriz
esta será tua grande conquista
na ode do teu amor individualista
descartável e de imediatez
há um limite no teu sentir burguês.
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