Blog de cunho pessoal, textos, poesias, material, análises, ensaios, vídeos, audios e artigos produzidos pela minha pessoa estarão aqui.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ode ao amor!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
15 de outubro de 2013
Hoje tenho as ruas que pulsam em minhas veias
Saí de mim e das suas, rompi as minhas teias
Hoje estive na tua ,na rua, na lua, na luta.
E tua névoa, entre gás lacrimogêneo
Apimentou minha alma, atiçou meu gênio.
Solo no asfalto e brado no peito
Percorremos a luta na rua, seu primaz eito.
Máscaras sobre o rosto, embora alma despida
Lampejos de bomba desatam nossa corrida
eu tento, eu enfrento, sigo em frente, num vai-e-vem
Sou eu e você, somos outros, somos todos e somos ninguem.
assim nos querem, pouco, torto, morto também
e tanto nos impelem, invés de mestres, máquinas!
Não sois humanos, são pobres, e podres.
E lampejam as bombas, os sonhos, os ardores,
Laureamento governamental no dia dos professores!
E nesta bamba linha tênue, os "diretores" tremem,
Pois mesmo que com tudo isso, e repetida as esquetes,
Ganharam vida e consciência: a rebeldia das “marionetes”!
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Sobre o "quebra-quebra"
Embora não seja o ponto mais central do embate ideológico que ora se manifesta, penso ser momento oportuno para disputarmos uma ideia importante, a de que a tática que utiliza "a violência" para criticar o Estado é um erro do movimento social. Esta ideia, propugnada pela grande mídia para deslegitimar o movimento, esquece-se que quem detém o monopólio da violência é o Estado e que este serve, como fim último e deveras mediado, como instrumento de dominação de uma classe social sobre outras classes e frações. Daí que quem é violenta por natureza é a Policia, em especial a policia brasileira, que ao longo da nossa República viveu sob longos anos em regimes declaradamente autoritários e é douta em técnicas de torturas variadas. Aos movimentos sociais cabem sim o direito à defesa, em especial a direitos fundamentais, celebrados incluso pela grande burguesia, como o direito de ir e vir, o direito de expressão e, mesmo, o direito à vida.
Outro ponto a tratar é o fato de que o "Patrimônio Pùblico" depredado, é nada mais, do que alvos selecionados que representam a lógica atroz do Estado voltado a reprodução do capital financeiro na sua forma mais agressiva. A esculhambação de Bancos, lixeiras, ALERJ, Mc donald´s, ônibus, metrô quer expressar- de forma ríspida- a negação de práticas onde os interesses públicos são confundidos com o interesse dos poderosos. No Rio de Janeiro, em especial, o capital financeiro sorri e tem na dupla Eduardo Paes/Cabral excelentes artífices da execução dos interesses dos diversos segmentos do capitalismo, característica singular dos beneficiários é serem eles, todos, grandes monopólios. Ou seja, o imposto pago pelo trabalhador tem sido escancaradamente utilizado para engordar a conta de Deltas, Odebretch, Eike´s e afins, através de obras, reformas, isenções, contratos, etc. Esta sim, verdadeira depredação do patrimônio publico, sem aspas.
Para não me alongar já me alongando. A prática do "quebra-quebra" sempre foi largamente utilizada na história do povo carioca, a Revolta da Vacina (1904), a Revolta das Barcas (1959), as diversas revoltas contra os ônibus são claras evidências disso e, portanto, entendido como ato reativo na prática política, tem sim a sua validade. Não sou eu quem digo, mas sim a história. A questão do uso da violência pelos movimentos dissidentes não pode ser uma discussão a priori, senão não poderíamos ter assistido nenhuma das grandes revoluções axiais à nossa civilização. Contudo, querem-nos fazer esquecer esta dimensão.
Afinal, no mundo dos Monopólios, não podemos esquecer do monopólio da imprensa, que chama de "liberdade de imprensa" o direito de expressar a "visão de mundo" afinada aos interesses deles mesmo, os Monopólios, nada mais óbvio. Daí que estas ações, ao menos, conseguem romper - positivamente ou negativamente - o silêncio imposto. O debate está posto, esta foi a primeira e grande vitória, agora é crescer, pois que os argumentos são óbvios e óbvia é a fratura imposta em nossa cidade, estado e país.
Sem luta, sem cura.
Bonda virado – Revolta da Vacina (1904)
A revolta das barcas (1959)
Revolta contra o aumento dos ônibus 1987
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Atentado ao pudor: o contracheque do professor
Da grande vantagem de se ganhar mal (ou das verdades que a pequena burguesia tem mais medo):
(1) a primeira grande e incontestavel vantagem de se ganhar mal é o fato de que, no mês de abril, vc não precisa pagar o imposto de renda e se lembrar - de forma violenta - o quanto você é roubado pelo Estado.
(2) a segunda grande vantagem é que, quando você falta ao trabalho, você não perde quase nada; é quase um brinde ou feriado;
(3) você ganha tão mal que qualquer troco a mais errado é praticamente um novo 13º;
(4) você pode olhar com cara de gozo para os seus amigos que ganham bem e pensar, soberbo: "traidores da causa".
(5) Na hora de pagar a conta, a família te trata como café-com-leite e você acaba não desenbolsando muito, graças ao “ratata” da solidariedade.
(6) "viver com dívidas é viver com liberdade" é teu lema.
(7) qualquer aumento que te derem é significativo embora, na real, não seja nada ...
(8) Pra quê ganhar bem quando se pode comprar em Madureira?
(9) De tão determinado na pobreza, montado na miséria, o pessoal já te considera o "sem lenço, sem documento" dos tempos modernos e, por conta disso, nutre certa admiração por vc ...
(10) descobre que ganhar mal não é problema, problema é o carnê não ser aceito na "Ricardo Eletro", afinal, pra que serve a fortuna de Bill Gates se já inventaram o crediário?
o resto é luxúria!
quarta-feira, 13 de março de 2013
O papo do papa.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
sem ti, ser só.
Poesia de 15 anos atrás
Aprender com a dúvida
É rescrever a certeza
Sentir-se aflito, acirrar o conflito
Para agir com firmeza
Se o coração pede e a mente impede
O não intercede e castra a emoção
É aí que se mede o quanto se perde
De nos impedirmos de viver uma sensação
Viver, cada segundo tão intensamente
Abster-se da culpa
Desligar sua mente
Um motivo mais que convincente
Para ser-se na vida, assim de verdade.
Mas se só se satisfazes com aquilo que teima em não existir
Cabe a ti refazer tua realidade,
Não desistir e insistir
na responsabilidade de ser feliz
E se a lágrima te molha a confiança
Tente dançar tal e qual a criança
E se embeber da esperança
De quem a perder não tem mais nada
Pois não existe angústia pior
Do que sentir-se só
Mesmo estando acompanhada